É uma surpresa pensar que o primeiro título da série Ghost Recon foi lançado a quase uma década atrás, e mais surpreendente ainda é pensar que fazem cinco anos desde o último lançamento da franquia com Ghost Recon: Future Soldier. Com Wildlands a saga está de volta, porém quase irreconhecível, mas isso é de longe algo ruim.

Como em todos os jogos da franquia, Wildlands te coloca no meio de um confronto extremo contra caras maus que precisam ser eliminados da forma mais eficiente possível. Em Ghost Recon: Wildlands você assume o papel de líder de um esquadrão de operações especias que junto com seus parceiros foram despachados para a Bolívia para desestabilizar um narco-estado conhecido como Cartel Santa Blanca. O pior de tudo é que a narrativa deixa claro que vocês foram despachados para tomar uma providência em relação ao cartel somente após um agente do DEA (narcóticos americana) ter sido torturado e morto, esquecendo dos milhares que sofreram de forma pior antes dele.

O tema ‘drogas’ está bem escondido ao longo das missões principais e secundárias do game, porém o assunto ainda continua ali, mas o jogo em si mostra para você que o combate as drogas não serão o seu único problema durante o gameplay. A história por trás das missões se demonstra bastante interessante ao longo do jogo, porém elas são muito repetitivas e você quase sempre possui o mesmo objetivo em todas elas, seja raptar alguém, eliminar um alvo ou conseguir informações sobre as operações do cartel.

Uma coisa bastante interessante que o game proporciona é o fato de você poder completar suas missões da forma que você achar melhor, seja de forma tática eliminando alvos na espreita ou simplesmente pegar um carro blindado e invadir uma fortaleza dos narcos destruindo tudo que vê pela frente. O mais legal de tudo é que você pode jogar com mais 3 amigos em modo cooperativo e criar estratégias que não seriam possíveis quando jogado no modo solo, com seus três parceiros controlados por uma efetiva, porém limitada inteligência artificial. De qualquer forma você só é punido em missões específicas quando a mesma pede para não ser detectado e você explode alguma coisa ‘sem querer’. Você só vai precisar enfrentar as consequências das suas escolhas, ou seja, se você optou por invadir um acampamento chutando a porta da frente se prepare que virão reforços com sangue nos olhos querendo te matar.

A escolha da Ubisoft em tornar Wildlands um game de mundo aberto foi boa por não ser linear e o jogador poder escolher qual missão fazer quando ele preferir, porém essa decisão não faz Ghost Recon: Wildlands ser um jogo tático a todo momento, principalmente em modo cooperativo muitos jogadores vão preferir fazer uma verdadeira zona e transformar o jogo em algo estilo GTA ao invés de um game militar tático.

Desde o início do game já é deixado bem claro para você quem é o seu verdadeiro alvo: El Sueño, chefão do cartel e um homem extremamente perigoso. Ao longo do game os jogadores coletam informações a respeito do cartel e começam a desmembrar todas as quatro partes que o compõem: segurança, produção, influência e contrabando. Cada uma dessas partes é controlada por um chefe e um sub-chefe que têm como subordinados vários tenentes (líderes de províncias), e para chegar até El Sueño você deve acabar com todos esses líderes e com os chefes de cada parte principal do cartel.

O game possui um grande acervo de habilidades e armas que os jogadores podem usufruir durante suas missões, como por exemplo você pode utilizar um drone para explorar um acampamento que você está prestes a invadir e descobrir quantos inimigos estão no local ou pode utilizar de iscas, granadas, armas pesadas e rifles de longo alcance para eliminar quem venha atrapalhar sua missão.

O game se demonstra um pouco genérico, as missões são bastante repetitivas, a física nos veículos é um pouco ruim em comparação a outros jogos que possuem uma mecânica com transportes, e o fato de você pegar um carro e seus companheiros IA aparecerem dentro do mesmo em um passe de mágica (quebrando muitas vezes o estilo tático do jogo) não ajudam muito, mas o estilo do game, o acervo de armas e habilidades e o fato de possuir um modo cooperativo bem funcional o tornam um pouco mais interessante.

Tom Clancy’s Ghost Recon: Wildlands é um jogo de mundo aberto que chamará a atenção principalmente dos jogadores que gostam de algo mais tático que possa ser jogado em modo cooperativo. A história por trás das missões é bastante interessante, pois ela é contada a partir do ponto de vista do chefão do cartel e mostra como as ações dos jogadores estão destruindo o negócio dele. Se você procura algo mais tático para jogar com os amigos ou até mesmo se divertir sozinho, Wildlands com certeza é uma boa escolha.

REVER GERAL
NOTA
8
COMPARTILHE