A Terra em uma versão pós-apocalíptica ja foi imaginada diversas vezes no mundo dos games, mas o jeito que Horizon: Zero Dawn nos apresentou sua versão foi de um modo que nos deixou presos e curiosos com toda a sua magnífica história e seu universo. O game nos cativou por apresentar uma premissa bastante incomum, uma personagem tribal caçando criaturas robóticas e utilizando um arsenal que mistura armas primitivas com tecnologia avançada. O mais estranho disso tudo é que o mundo é totalmente o contrário do que é hoje, onde as ruínas antigas são completamente tecnológicas e a civilização atual é simplesmente primitiva, mas o método como tudo se encaixa no jogo é incrível.

Logo quando se inicia o jogo podemos entender que a história, é de longe, o principal ponto dele. Não apenas pelos detalhes mínimos que compõe essa história, mas também por toda a sua ambientação e contexto. Percebemos logo de cara que Horizon: Zero Dawn se passa no planeta Terra em uma versão pós-apocalíptica, ou melhor dizendo ”pós-pós-apocalíptica”.

Diferente de todos os jogos com uma premissa similar, onde o estilo apocalíptico é representado por cenários destruídos, cinzentos e ”mortos”, o game nos apresenta um universo vivo. Um mundo fenomenal com diversos tipos de campos abertos, vidas selvagens, plantas, rios, montanhas e muito mais. Tudo é simplesmente bem feito e as ruínas tecnológicas possuem um papel importante no visual desse jogo. Mas é claro que o jogo não possui apenas um ”rostinho bonito”. O método como este mundo é situado e como toda a trama é desenvolvida também são aspectos importantes em Horizon: Zero Dawn, que impressionam e empolgam ao mesmo tempo.

A história se inicia com Aloy, uma jovem caçadora que é exilada de sua tribo logo depois que nasce. O motivo para algumas pessoas serem exiladas da tribo é um dos principais mistérios que a protagonista terá de desvendar durante todo o jogo. Conforme você joga e vai conhecendo a história desse mundo várias perguntas começam a surgir como: O que houve com o mundo? O que aconteceu com as civilizações antigas? Por que existem todas essas máquinas? Quem de fato é Aloy? São todos esses mistérios que empolgam e fazem nós, os jogadores, explorarem cada centímetro do mapa e procurar cada pedaço dessa história que é de tirar o fôlego.

Tudo nesse game é uma verdadeira surpresa, talvez por ele ser uma franquia nova e nós não sabermos nada mais que os habitantes desse mundo. Cada revelação, reviravolta ou missão deixam qualquer um maluco ao descobrir o que realmente aconteceu.

Ler e ouvir todos os registros que você encontra é algo extremamente interessante e de certa forma é divertido, eles nos dão diversas informações sobre as civilizações que antecederam àquele mundo, diferente de outros jogos onde esses tipos de registros são apenas um conteúdo adicional que não mostra muita coisa diferente do que vemos durante o gameplay.

A protagonista Aloy é outra coisa que funciona bastante no jogo. Ela é uma personagem forte, carismática, divertida e muito bem desenvolvida. Ela é uma mistura de várias coisas, como uma pessoa real, o que a torna uma personagem muito fácil para que o jogador se identifique e se importe com o que acontece ao redor dela. Isso é muito importante pois o jogo não apenas faz com que você desvende os mistérios desse mundo, mas também desvende os mistérios que rodeiam Aloy durante sua jornada.

Cada personagem do jogo foi de fato muito bem desenvolvido, observamos que até comerciantes e personagens ”menores” são bem trabalhados tanto no visual quanto em sua personalidade e isso é sensacional. Fazer missões secundárias é algo extremamente prazeroso, mas não apenas pela XP ou recompensa que você irá receber, mas para conhecer o universo, sua história e os habitantes que nele vivem.

As mecânicas do game podem parecer iguais a muitos jogos, mas elas são bem trabalhadas para trazer a melhor experiência possível aos jogadores. Os equipamentos disponíveis para a jovem caçadora que são uma espécie de mistura de armas tribais com armas tecnologicamente avançadas são muito bem colocados no contexto do jogo. Existem armas e armaduras que podem ser compradas, mas também existem aquelas super raras onde para adquiri-las você deve completar uma série de desafios que parecem, mas não são tão fáceis assim.

Aqueles jogadores que estão procurando uma nova franquia para dizer “cara, eu amo esse jogo!” com certeza não vão se decepcionar com Horizon: Zero Dawn. Sua história, seus mistérios, seus personagens e o seu mundo são todos coisas incríveis e maravilhosas. Horizon: Zero Dawn pode de fato ser considerado um dos melhores jogos dos últimos anos e o arrependimento de jogá-lo simplesmente não existe.

REVER GERAL
NOTA
10
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