É sempre muito difícil um filme se destacar entre tantos outros, ainda mais duas vezes, mas foi exatamente isso que o diretor James Gunn tentou fazer com Guardiões da Galáxia Vol. 2. Quando o primeiro filme foi anunciado ninguém sabia o que esperar dele, olhavam e pensavam o que um guaxinim falante e uma árvore poderiam trazer de interessante, mas o filme veio, todo mundo gostou e o público ficou com aquela sensação de quero mais esperando pela continuação. A sequência de Guardiões da Galáxia é tão boa quanto o primeiro e a mesma mistura entre humor e ação que nos foi apresentado no primeiro filme está novamente presente no segundo. Por sorte nossa, o filme é muito bom e com certeza um novo candidato para o melhor filme da Marvel até o momento.

James Gunn conseguiu nos mostrar que para algo ser tocante não precisa de um tom mais sério. O filme possui um equilíbrio sensacional entre momentos dramáticos e muito humor sem deixar toda aquela diversão de lado. Trabalhando detalhadamente com cada personagem, o diretor James Gunn consegue trazer motivações e características de cada um que aumentam o laço entre os personagens.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 ocorre alguns meses após os eventos do primeiro filme, agora com a boa reputação dos guardiões espalhada pela galáxia. A equipe de Star-Lord é contratada pelos Soberanos que são liderados pela Suma Sacerdotisa Ayesha (interpretada por Elizabeth Debicki). Após completar o trabalho as coisas não ficam nada boas para os guardiões após Rocket roubar alguns itens que a equipe havia sido contratada para proteger e eles acabam no topo da lista de procurados dos Soberanos.

Durante o filme eles são caçados pelos Soberanos, mas o ponto principal é sobre Peter Quill finalmente conhecendo o seu pai. A verdadeira questão é se o encontro com seu pai faz com que Peter preencha o vazio deixado por sua ausência durante todos os anos de sua vida e se esse buraco já havia sido preenchido por pessoas como Yondu, Gamora e o resto dos Guardiões.

O que chama bastante atenção é o fato de que todos os personagens no filme possuem histórias completas. É claro que Peter continua sendo o foco, mas o restante da equipe conta com histórias pessoais, cada um do seu jeito e isso é algo interessante que o roteiro do filme nos traz.

É deixado bem claro desde a primeira cena que o grande tema do filme será sobre família. O foco principal de tudo isso é a relação de Peter Quill e Ego (Kurt Russell). A relação de Gamora e Nebulosa se baseia na figura de Thanos, que apesar de não ter uma aparição no filme, é constantemente lembrado, algo que já prepara o público para Guerra Infinita. Yondu (Michael Rooker) acaba sendo um pai para Quill e trata Stakar (Sylvester Stallone) como um mentor para ele. Drax acaba ocupando uma posição familiar na vida de Mantis (Pom Klementieff) e Groot é o caçula da família. E mais uma vez, Rocket é o bagunceiro que só quer ver o mundo pegar fogo. E acaba sendo através de todas essas relações que James Gunn desenvolve cada personagem, suas personalidades e estreita os laços entre os membros da equipe.

Como no primeiro filme a trilha sonora acaba se destacando bastante, a seleção de músicas é excelente e se encaixam perfeitamente nas cenas do filme. Algumas músicas são tão marcantes para o momento que alguns diálogos são construídos em torno de suas letras e isso é incrível.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 consegue se encaixar perfeitamente no universo em que está inserido, sem perder sua própria identidade. O excelente humor presente no filme, misturado com cenas de ação incríveis é o que empolga na hora de assistir, sem deixar de fazer você dar aquelas boas risadas. Mesmo não sendo um fã de filme de heróis você com certeza irá se divertir muito com a mais nova produção da Marvel.

REVER GERAL
NOTA
10
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